O Partido Novo oficializou nesta segunda-feira (27) a candidatura de Romeu Zema à Presidência da República, mas a chapa ainda não tem vice definido. O partido tem até 5 de agosto para anunciar o nome, e a indefinição abre espaço para especulações sobre um possível rearranjo: Zema pode acabar sendo o vice de Flávio Bolsonaro (PL), que também busca companheiro de chapa.
O cenário ganha força pelos números. Na última pesquisa Futura Inteligência/Apex Partners, Zema aparece com apenas 3,6% das intenções de voto, em quinto lugar na corrida presidencial. A fragmentação da direita entre ele, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado preocupa aliados, que temem repetir o erro de dividir o eleitorado e favorecer Lula no primeiro turno.
Flávio Bolsonaro prioriza uma vice mulher para atrair o eleitorado feminino e negocia apoio do PP e do Republicanos, mas enfrenta dificuldade em fechar o nome. Zema, por sua vez, tem perfil técnico, experiência à frente do governo de Minas Gerais e baixa rejeição entre eleitores moderados, características que poderiam equilibrar a chapa do senador.
O próprio Zema já descartou publicamente a hipótese em diferentes ocasiões, afirmando que levará sua candidatura até o final. Em maio, ao comentar as especulações, ironizou: "O único convite que existiu foi o que fiz para Flávio ser meu vice", frase que, apesar do tom de brincadeira, indica que o tema já circula nos bastidores da direita.
Apesar das negativas, a proximidade do calendário eleitoral e a pressão por unidade no campo conservador mantêm a possibilidade em aberto. Se os números de Zema não melhorarem nas próximas semanas, cresce a chance de que a definição de vices, tanto do Novo quanto do PL, provoque um novo capítulo nessa disputa.