O ex-deputado Eduardo Bolsonaro acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sem apresentar provas, de ter conseguido US$ 1 bilhão para ajudar a campanha de Sergio Massa durante as eleições argentinas de 2023, vencidas pelo atual presidente argentino, Javier Milei.
A notícia é do Metrópoles. Eduardo participou de entrevista ao jornal La Nación +, no contexto de tensão diplomática entre Brasil e Argentina após as declarações de Milei contra Lula.
“Está tudo muito bem [relação Brasil-Argentina após falas de Milei]. O ruim aconteceu nas eleições de Milei contra Massa, quando Lula conseguiu 1 bilhão de dólares para ajudar Massa e enviou assistentes brasileiros. Uma conversa não é uma interferência, é chamar as coisas pelo nome”, disse o filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Questionado se tem provas sobre a acusação, Eduardo Bolsonaro desconversou. “Lula usou Simone Tebet [então ministra do Planejamento] para conseguir um bilhão de dólares para ajudar com a dívida da Argentina e, assim, criar uma artificialidade momentânea na economia da Argentina, com a intenção de favorecer Massa”, alegou o ex-deputado.
“Isso sim é uma intervenção. Colocar dinheiro em outro país, um dinheiro estrangeiro, em outro país, com a intenção de ajudar um candidato, isso é uma interferência. Milei? Não está acontecendo interferência nenhuma com Milei. Chamou as coisas pelo nome”, complementou o filho de Jair Bolsonaro.
Empréstimo
Em julho de 2023, o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) fez empréstimo à Argentina. O CAF é uma instituição internacional de fomento ao desenvolvimento da América Latina de que o Brasil e outros diversos países da América do Sul fazem parte.
O Planalto, à época, negou que o presidente Lula tenha interferido ou conversado com Tebet, que era governadora do Brasil no CAF, sobre o empréstimo, que foi um pedido da Argentina à instituição financeira.
A decisão pelo empréstimo foi aprovada por 19 dos 21 votos possíveis pela diretoria do CAF. Na oportunidade, o Brasil tinha direito a um voto, enquanto outros países – Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela – possuíam dois votos.