Antes de assumir o comando da comunicação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), anunciado nesta quinta-feira (30), o publicitário Duda Lima já havia enfrentado um episódio de violência política durante a campanha municipal de 2024. Em setembro daquele ano, o marqueteiro — então à frente da comunicação de Ricardo Nunes (MDB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo — foi agredido durante um debate entre candidatos organizado pelo Grupo Flow.
A agressão partiu de Nahuel Medina, assessor da campanha de Pablo Marçal (PRTB), que atingiu Duda Lima ainda nos bastidores do evento. O episódio gerou forte repercussão e foi condenado por diferentes campanhas, incluindo a do próprio Nunes, que classificou o ataque como "absolutamente covarde".
Após a agressão, a defesa de Duda Lima informou que buscaria uma medida protetiva contra Medina. Segundo o advogado responsável pelo caso, Daniel Bialski, caso a Justiça concedesse o pedido, Medina ficaria impedido de estar no mesmo ambiente que o publicitário — incluindo os debates eleitorais seguintes. O próprio assessor de Marçal chegou a se manifestar publicamente sobre o episódio, publicando uma foto da mão nas redes sociais e afirmando: "eu só me defendi instintivamente". Ele foi conduzido a uma delegacia da capital paulista após o ocorrido.
Duda Lima, que tem mais de 25 anos de experiência em marketing político e já havia comandado a campanha de reeleição de Jair Bolsonaro em 2022, segue agora para um novo desafio à frente da comunicação da candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.