Reportagem da CNN Brasil apontou que o receio de que a Polícia Federal avance contra o presidente do PP, Ciro Nogueira, e as dificuldades para ele se reeleger são apontados no partido como os principais fatores para a resistência da sigla em aceitar a coalizão com Flávio Bolsonaro (PL) e a indicação da senadora Tereza Cristina para a vice.
O candidato, porém, já avisou aliados que buscará os dirigentes da federação União Progressista, Ciro e Antonio Rueda, para uma conversa neste final de semana.
A avaliação é de que, se Ciro apoiar a aliança, as chances de a PF avançar contra ele aumentam. Ciro é formalmente investigado no caso Master por relações próximas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e já foi alvo de operação da PF.
Nesse sentido, a leitura é de que é essencial assegurar um mandato na próxima legislatura para manter a prerrogativa de foro e evitar eventuais decisões contra ele na primeira instância.
E, sendo o Piauí um estado lulista, uma aliança com Flávio Bolsonaro diminuiria essas chances, pois Ciro estaria formalmente contra Lula.
No Piauí, as duas vagas no Senado são disputadas basicamente por Ciro Nogueira (PP), Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD). Pesquisa Real Time Big Data deste mês aponta que Castro lidera com 28%, enquanto Júlio e Ciro têm, cada um, 21%.
A cúpula da campanha de Flávio, porém, entende que ainda há espaço para negociações. O prazo final para uma decisão é o dia 5 de agosto.
A CNN procurou Ciro Nogueira, mas ele não se manifestou.