A Polícia Federal identificou que o publicitário Thiago Miranda, ex-sócio do jornalista Léo Dias, teria oferecido até R$ 2 milhões a influenciadores digitais para promover uma campanha em defesa do Banco Master. Segundo a investigação, o chamado "Projeto DV", em referência ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, previa pagamentos para publicação de conteúdos favoráveis à instituição e críticas ao Banco Central após a liquidação do banco. Os contratos incluíam cláusulas de confidencialidade com multa de R$ 800 mil em caso de quebra de sigilo.
De acordo com a PF, o grupo também monitorava jornalistas e influenciadores que produziam reportagens sobre o caso Master. Quando as propostas eram recusadas, a investigação aponta que informações pessoais e patrimoniais eram levantadas para constranger ou intimidar os alvos. Entre os citados estão as jornalistas Malu Gaspar e Consuelo Dieguez, além do CEO do Itaú, Milton Maluhy. Thiago Miranda foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira (9), no âmbito da Operação Compliance Zero.
Em nota divulgada pelo Poder 360, a defesa de Thiago Miranda negou qualquer ilegalidade e afirmou que o publicitário sempre atuou dentro da lei, rejeitando as acusações de intimidação ou coação. A operação investiga um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, cujo principal investigado é o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que segue preso preventivamente.