A tentativa da Sesap de empurrar a responsabilidade da suspensão dos serviços de saúde para a empresa Justiz não resistiu nem 24 horas. A resposta veio dura e atingiu em cheio a versão apresentada pelo secretário Alexandre Motta.
A empresa acusa o próprio governo Fátima de estourar o teto financeiro e afirma a tal indenização virou apenas um jeito de adiar pagamentos que deveriam ter sido feitos há muito tempo.
Na nota, a Justiz afirma que sempre trabalhou com contrato e que ele foi renovado com o mesmo objeto, os mesmos serviços e praticamente os mesmos valores. Ou seja, mudou o papel, mas o serviço continuou. A dívida, segundo a Justiz, também continuou.
No fim, sobra a velha cena que o potiguar conhece bem. O governo Fátima dando mais um calote e médicos há mais de seis meses sem receber salário.
A pergunta continua sem resposta: se está tudo tão correto como diz a Sesap, por que há profissionais trabalhando sem receber?
No meio desse duelo, quem continua pagando a conta é a população, que vê a saúde pública virar palco de uma disputa que escancara o caos da gestão Fátima.