O deputado federal Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, acionou nesta quinta-feira (6) o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir que seja realizado, em até 72 horas, um exame de DNA relacionado à acusação de estupro de vulnerável feita contra ele. Gaspar nega o crime e afirma que o teste comprovará sua inocência.
Segundo a defesa, o material genético do deputado já foi coletado há cerca de cinco meses em um procedimento judicial e está sob guarda de órgãos oficiais. Caso a amostra não seja suficiente, Gaspar se colocou à disposição para uma nova coleta imediata. Os advogados também pedem acesso aos autos e a conclusão rápida das diligências para evitar que o caso permaneça sem definição durante a campanha eleitoral.
A acusação foi apresentada por parlamentares durante a CPI do INSS e levou a Polícia Federal a solicitar autorização ao STF para apurar o caso. De acordo com a defesa, a PGR optou inicialmente por diligências preliminares antes de decidir sobre a abertura de um inquérito. A campanha de Flávio Bolsonaro afirma que analisou o caso antes de escolher Gaspar como vice e diz confiar na inocência do deputado.