O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, considerou que as ordens do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso Banco Master podem configurar abuso de autoridade e gerar nulidades na investigação. Segundo relatos a interlocutores, Rodrigues classificou como ilegal o pedido feito por Mendonça para que a PF levantasse todas as menções a Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e ao próprio diretor da corporação no material apreendido.
A divergência entre Mendonça e Andrei está em saber se o relatório solicitado representa uma nova investigação sobre Moraes. Segundo o entendimento citado por Rodrigues, uma apuração envolvendo um ministro do STF dependeria de autorização do plenário da Corte. O relatório, que teve o sigilo retirado, reúne mensagens entre Vorcaro e Moraes, inclusive sobre a Operação Compliance Zero, às vésperas da prisão do banqueiro.
Entre as mensagens, Vorcaro pediu ajuda a Moraes para tentar evitar a quebra do Banco Master. Em uma delas, afirmou: “Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra”. O material também aponta que o contrato de R$ 131 milhões do escritório de Viviane Barci de Moraes com Vorcaro foi fechado após encontros entre o banqueiro e Alexandre de Moraes. Segundo o relatório, o contato teria sido intermediado pelo ex-deputado Fábio Faria.
Com informações do UOL