A matemática eleitoral de Álvaro Dias deveria ser simples. Juntar o prestígio de ex-prefeito de Natal, super bem avaliado, que elegeu seu sucessor com folga, com a base da direita espalhada pelo Rio Grande do Norte. Essa equação, bem resolvida, seria suficiente para Álvaro ser o mais votado no primeiro turno e chegar ao segundo com vantagem real sobre qualquer adversário.
O problema é que o casamento ainda não aconteceu.
Álvaro tem o natalense. Tem o histórico. Tem a credibilidade de gestor. O que falta é a direita de Natal e do interior, o eleitorado bolsonarista do agreste, do Seridó, Mossoroe do litoral norte que ainda não se vê representado nele. E falta de ambos os lados. Álvaro precisa fazer o afago público a Flávio Bolsonaro. E Flávio precisa retribuir com presença física na campanha.
A oportunidade está marcada no calendário. Flávio Bolsonaro chega ao RN entre os dias 21 e 22 de setembro. É a janela perfeita. Uma foto, um abraço, um discurso conjunto, uma fala contundente de Álvaro ao lado do presidenciável vale mais do que semanas de campanha nas redes sociais.
Quem casa quer casa. E a direita potiguar está esperando o convite chegar.