O ministro Flávio Dino, do STF, afirmou neste domingo (20) que parte das críticas à sua atuação na Corte revela “preconceito regional” de “matriz racista”. Em uma publicação nas redes sociais, ele citou expressões usadas para questionar sua formação, como “jurista de província” e “oratória grandiloquente de província”.
Dino também rebateu críticas às referências que fez a Aristóteles durante sessões do STF. O ministro afirmou que estudou o filósofo na UFMA e no mestrado na UFPE e criticou comentários de que suas citações seriam apenas “frases que constam em qualquer manual de ensino médio”. Para ele, as críticas desconsideram o uso de paráfrases e sua formação acadêmica.
A manifestação ocorreu após a sessão em que Dino citou, além de Aristóteles, Thomas Hobbes, Chico César e Fábio Porchat durante os debates sobre a possível investigação de Alexandre de Moraes e sua relação com Daniel Vorcaro. Dino afirmou que continuará recorrendo às referências que considerar pertinentes e disse ser seu dever apontar quando considerar que críticas ultrapassam limites legais e de dignidade.
Com informações do O Antagonista