O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), concentra nas mãos decisões capazes de atender, ou frustrar, governo e oposição em meio a uma sequência de pautas represadas no Congresso Nacional.
Alcolumbre, porém, não ocupa posição passiva nesse embate.
Como presidente do Senado, Alcolumbre controla a agenda do plenário, tem influência direta sobre o ritmo das votações e decide se pedidos de impeachment contra ministros do Supremo avançam ou permanecem parados.
A maior cobrança do Planalto é pela PEC que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e dá dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial.
O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e está pronto para o plenário, mas Alcolumbre decidiu postergar a análise.
Lula já demonstrou incômodo com a demora e passou a cobrar publicamente a votação.
A proposta integra conjunto de pautas que o governo tenta transformar em entregas políticas, ao lado da PEC da Segurança Pública e de outras medidas negociadas anteriormente com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.
O status dos temas que estão nas mãos de Alcolumbre
- Fim da escala 6×1: aprovada pela CCJ, a PEC aguarda espaço no plenário, cuja pauta é definida pelo presidente do Senado;
- PEC da Segurança Pública: a proposta ainda depende da conclusão da análise no Senado antes de poder avançar;
- Pedidos contra Moraes: representações de impeachment continuam acumuladas na Casa e dependem de decisão da presidência do Senado para tramitar;
- Reação à crise no STF: a oposição tenta reduzir o poder individual de Alcolumbre sobre os pedidos de impeachment e pressiona por mudanças no regimento da Casa.
Oposição quer impeachment de Moraes
Do lado da oposição, a cobrança aumentou com os desdobramentos do caso envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.