Em entrevista à âncora da CNN Christiane Amanpour, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a citar a Lei da Reciprocidade como opção diante das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
A notícia é da CNN Brasil. Ele ressaltou que as tarifas são "baseadas em mentiras", chamando atenção para o déficit comercial entre Brasil e EUA.
"Eu não quero entrar em uma guerra tarifária com os EUA, nem com qualquer outro país. O que eu quero é negociar — e acredito na negociação; nasci no movimento trabalhista e sindical justamente para negociar e buscar acordos. Farei todos os esforços para negociar", pontuou o líder brasileiro.
"Se não for possível — caso os EUA não queiram —, então teremos de tomar providências, pois temos uma lei aprovada por unanimidade em nosso Congresso", adicionou Lula, em referência à Lei de Reciprocidade.
"Acredito que ela é benéfica para o Brasil e que os EUA têm grande interesse nela; creio que é disso que precisamos. Portanto, temos de pensar em como proceder e quais produtos incluiremos na Lei de Reciprocidade contra os EUA", acrescentou.
Durante a entrevista à CNN, o petista ponderou que não quer aplicar a medida enquanto houver negociação com os EUA.
Assim, ele destacou que o Brasil não quer desafiar os Estados Unidos, apenas pontuar que cada país tem sua própria soberania e cuida de seus próprios interesses. Além disso, afirmou que quer "respeitar e ser respeitado".
Em outro momento, Lula criticou a maneira de governar de Donald Trump, chamando-o novamente de imperador.
"Ele governa com a mentalidade de 'sou o mais forte, o mais poderoso, o mais rico, posso tudo e todos os outros devem obedecer'. É a lei do mais forte. Eu não concordo com isso", comentou.