A avaliação negativa do trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a 47%, maior índice da série histórica do Datafolha, iniciada em 2019.
Em maio, 40% dos entrevistados classificavam o desempenho da Corte como ruim ou péssimo. A avaliação positiva ficou em 18%, empatada com o menor resultado já registrado.
Entre eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 69% avaliam negativamente o trabalho do STF, ante 24% entre os eleitores de Lula (PT). Na avaliação positiva, os índices são de 6% e 32%, respectivamente.
A pesquisa também mostra forte rejeição a possíveis conflitos de interesse.
Para 88% dos entrevistados, é inaceitável um ministro julgar um processo de alguém cujo advogado seja seu parente. Outros 85% rejeitam que ministros aceitem convites para eventos pagos por empresas com ações no tribunal.
A maioria também apoia a criação de um código de ética específico para ministros do STF: 45% são favoráveis à proposta, contra 33% contrários.
A iniciativa é uma das bandeiras do presidente da Corte, Edson Fachin.
O Datafolha ouviu 2.002 eleitores nos dias 22 e 23 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O ANTAGONISTA