Como corregedor nacional do CNJ, Benedito Gonçalves, ministro do STJ, segundo a coluna de Lauro jardim, no O Globo, tomou nos últimos dias duas decisões ligadas ao Caso Master — mais especificamente relativas a precatórios.
Concedeu uma liminar determinando o cancelamento imediato de 16 precatórios de usinas de açúcar e etanol que haviam negociado esses créditos com o Master. Barrou a liberação dos valores e ordenou que o montante bilionário fosse devolvido à Conta Única do Tesouro Nacional no prazo de cinco dias.
E, no dia seguinte, 24, determinou a realização de uma inspeção extraordinária no gabinete do desembargador Newton Ramos, TRF-1. A medida investiga a tramitação dos processos do setor sucroalcooleiro, após a apuração identificar que a esposa e o filho do desembargador assinaram contratos milionários de honorários com o Banco Master associados a essas mesmas causas de precatórios.
Beleza. Só que em março, Gonçalves apresentou à Corte uma declaração de impedimento para julgar qualquer processo relacionado ao Banco Master.
O ministro participou como palestrante de um evento jurídico em Londres, em abril de 2024, patrocinado pelo Banco Master. E apareceu em trocas de mensagens com Vorcaro. Foi solícito ("Sempre à disposição") quando, em julho de 2024, Vorcaro o procurou para tentar agendar um encontro em Brasília, chamando-o de "grande amigo". Gonçalves respondeu: "E aqui sempre à disposição".
LAURO JARDIM - O GLOBO