O Jornal 96 apontou hoje (28) a insistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em repetir uma informação já desmentida por diferentes veículos de imprensa, mesmo após o reconhecimento público do erro por parte de emissoras como GloboNews, CNN Brasil e Band. A notícia falsa afirmava que o candidato Flávio Bolsonaro planejaria retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, informação baseada em um projeto de lei de 2007, arquivado em 2008.
Segundo os apresentadores, a GloboNews foi a primeira a divulgar o conteúdo como se fosse verdadeiro, mas horas depois publicou desmentido reconhecendo o engano. A CNN Brasil, por sua vez, classificou o episódio expressamente como fake news em reportagem sobre a decisão do ministro do STF Flávio Dino de restabelecer publicações com esse conteúdo nas redes sociais. Já a Band teria sido o veículo em que o próprio presidente Lula foi confrontado ao vivo por uma jornalista, que esclareceu tratar-se de informação falsa.
"A CNN já está classificando a notícia como fake news. A Band, os jornalistas, a imprensa toda insiste que é fake news, sabe que é fake news, tem começo, meio e fim. Mas o STF não. Tudo bem, vamos deixar essa fake news aí à vontade mais uma semaninha", ironizaram os comentaristas do programa.
Para os apresentadores, o episódio é agravado pelo fato de o próprio presidente ser um defensor histórico de maior controle e regulamentação das redes sociais. "Ele é um dos grandes defensores do controle das redes sociais, para só ser divulgado o que ele quer. Só que, nesse caso, ele diz que confiou. Ou seja, ele sabe claramente que isso não é verdade", avaliaram, defendendo que deveria haver punições para quem, mesmo sabendo da falsidade da informação, insiste em disseminá-la publicamente.