O presidente Lula afirmou nesta sexta-feira (4) que nenhum economista ou ex-presidente tem “autoridade moral” para cobrar responsabilidade fiscal de seu governo. Em entrevista à Rádio Progresso FM, no Ceará, Lula disse que aprendeu com a mãe, dona Lindu, que não se deve gastar mais do que se ganha.
Lula afirmou que só considera justificável gastar acima da arrecadação quando os recursos são usados para adquirir ativos ou ampliar o patrimônio público. “Se for para gastar à toa, eu quebro a cara. É assim que eu penso”, declarou. O presidente também disse que os efeitos de um desequilíbrio nas contas públicas atingem principalmente a população mais pobre.
A declaração ocorre em meio ao cenário de déficit nas contas públicas e aumento da dívida. De janeiro a julho de 2026, o Governo Central acumulou déficit primário de R$ 81,3 bilhões, segundo o Tesouro Nacional. Em julho, porém, houve superávit de R$ 10,8 bilhões. Já a dívida bruta do governo geral chegou a R$ 10,9 trilhões, equivalente a 82,5% do PIB, em julho, de acordo com o Banco Central.
Com informações do Poer 360