Na decisão, o ministro considerou que a reportagem atribui a Vorcaro o núcleo das acusações, apresenta a negativa do candidato citado e inclui ressalvas. Embora tenha reconhecido que a revista também faz afirmações próprias, avaliou que não há, neste momento, falsidade evidente ou descontextualização grave que justifique a remoção. A decisão é provisória e não representa um julgamento definitivo sobre a veracidade das denúncias.
Segundo a reportagem, Vorcaro afirmou em áudios enviados à Procuradoria-Geral da República que teria destinado cerca de R$ 30 milhões, “por fora”, ao financiamento de um documentário sobre Lula, dirigido por Oliver Stone. Ele também alegou que os pagamentos estariam relacionados à expectativa de captar até R$ 10 bilhões de fundos de pensão ligados a estatais, com uma suposta comissão de 10% para intermediários. As acusações são atribuídas ao ex-banqueiro e não constituem, por si só, comprovação de irregularidades.
Com informações do O Antagonista