A Polícia Federal revelou que Daniel Vorcaro desembolsava cerca de R$ 400 mil mensais, além de bônus, para manter agentes da PF como informantes dentro da própria corporação. O esquema era coordenado por um policial aposentado que intermediava os pagamentos e garantia acesso a dados sigilosos de investigações e sistemas internos, conforme publicou a Folha de S.Paulo.
Um dos policiais envolvidos já se encontra em prisão preventiva e outra agente foi afastada do cargo. A PF informou que ainda investiga a participação de outros integrantes da corporação que podem ter atuado em favor do ex-banqueiro. As informações obtidas de forma ilícita serviam para antecipar movimentos das autoridades e proteger os interesses do grupo.
Os dados foram extraídos de celulares apreendidos na Operação Compliance Zero e constam nos relatórios cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça na terça-feira (16). O material reforça a tese de que o esquema do Banco Master não se limitava a crimes financeiros, mas envolvia uma estrutura de inteligência paralela infiltrada na própria Polícia Federal.
As revelações se somam a outras evidências já apresentadas por Mendonça à Segunda Turma do STF, que incluem sicários, empresários do jogo do bicho e um aparato de intimidação armada com fuzis e veículos blindados operando a mando de Vorcaro.