O senador Sergio Moro afirmou que o presidente Lula recebeu 572 visitas durante o período em que esteve preso em Curitiba, entre 2018 e 2019. Segundo Moro, 21 desses encontros foram com o então candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad.
Em publicação nas redes sociais, o senador destacou que os visitantes costumavam conceder entrevistas após as visitas relatando o conteúdo das conversas com o petista. "Nunca cogitei cercear o direito de visita ou de correspondência de Lula", escreveu.
A declaração foi feita em crítica à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A medida foi tomada após Flávio divulgar uma carta escrita pelo pai em apoio à sua pré-candidatura à Presidência da República.
Ao comparar os dois casos, Moro afirmou que Bolsonaro está tendo direitos restringidos. "Já Bolsonaro agora não pode mais receber visitas de seu filho, Flávio Bolsonaro, na prisão domiciliar e, pelo jeito, também não tem assegurado o direito de correspondência previsto na lei para todo preso. Falta proporcionalidade e legalidade à decisão do ministro Moraes", declarou.
Veja a publicação de Sérgio Moro:
Lula, durante 2018, recebeu 572 visitas na prisão, inclusive 21 do então candidato à presidência do PT, Fernando Haddad. Seus visitantes concediam, em seguida, longas entrevistas a TV e à imprensa sobre o que Lula havia falado.
— Sergio Moro (@SF_Moro) July 13, 2026
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