O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, descartou nomear o irmão, Eduardo Bolsonaro, para o Ministério das Relações Exteriores em um eventual governo. A declaração foi feita durante sabatina na TV Globo, na sexta-feira (16).
A notícia é do Diário do Poder. Flávio afirmou que Eduardo não será chanceler e o classificou como um “perseguido político”, em referência à atuação do ex-deputado nos Estados Unidos, onde vive desde 2025 e mantém articulações com setores da direita internacional.
Sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio disse que não há previsão de nomeá-lo para um cargo no governo. Segundo o senador, Jair nunca pediu nem sugeriu que gostaria de ocupar uma função na administração. “Não está no radar”, afirmou.
A declaração contrasta com uma fala anterior do candidato. Em maio, Flávio havia admitido a possibilidade de nomear o pai, caso ele quisesse exercer uma função no governo. Já Eduardo declarou recentemente que as indicações de ministros passariam pelo aval de Jair Bolsonaro, mesmo que o ex-presidente não ocupasse um cargo oficial.
As declarações ocorrem em meio às especulações sobre a composição de um eventual governo de Flávio e o papel que integrantes da família Bolsonaro poderiam desempenhar na administração federal.