A atuação da polícia na investigação da morte de Kurt Cobain, vocalista do Nirvana, passou a ser alvo de uma apuração oficial em Seattle, nos Estados Unidos. O procedimento busca esclarecer alegações de que evidências relacionadas ao caso seriam incompatíveis com as conclusões registradas no relatório policial original. A notícia é do R7.
A investigação está a cargo do Escritório de Responsabilidade Policial de Seattle (OPA, na sigla em inglês), órgão que recebeu uma denúncia em 28 de junho. O questionamento envolve declarações atribuídas a Shon Barnes, ex-chefe da polícia da cidade, durante uma reunião realizada em novembro de 2025 com pesquisadores independentes interessados no caso.
Cobain foi encontrado morto aos 27 anos, em abril de 1994, na estufa de sua residência em Seattle. Ele apresentava um ferimento de bala na cabeça, e as autoridades concluíram que se tratava de suicídio. Desde então, essa versão foi mantida pelas investigações oficiais.
O novo procedimento, porém, pretende esclarecer como a polícia lidou com informações apresentadas posteriormente por um grupo de pesquisadores que defende uma nova análise das evidências forenses.
Pesquisadores questionam vestígios encontrados na cena
Segundo o jornal New York Post, Barnes teria reconhecido, durante o encontro com os investigadores, a existência de possíveis contradições entre elementos coletados na época da morte do músico e as conclusões do relatório policial. Um dos pontos discutidos foi a suposta ausência de sangue na mão esquerda de Cobain, que, de acordo com a reconstituição oficial, teria sido utilizada para segurar a arma.
A reunião contou com a participação de Michelle Wilkins, principal investigadora do grupo Who Killed Kurt?, e Mark Larson, ex-promotor do condado de King e assessor jurídico dos pesquisadores. A organização reúne voluntários que contestam a conclusão de suicídio e defendem que o caso seja reexaminado.