A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), mantém há 170 dias em seu gabinete a ação penal contra o senador Sergio Moro (União-PR), acusado de caluniar o ministro Gilmar Mendes. O processo está parado desde 15 de maio, e a fase de produção de provas ainda não começou.
Moro virou réu em junho de 2024, quando a Primeira Turma do STF recebeu por unanimidade a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A acusação tem como base uma fala do senador, gravada durante uma festa junina, na qual ele insinuou que seria possível comprar decisões judiciais de Gilmar Mendes. A defesa afirma que a declaração foi uma brincadeira, sem intenção de ofender ou acusar o ministro de corrupção.
A ação continua no STF mesmo após Moro ter sido eleito governador do Paraná nas eleições de outubro de 2026. O senador deixará o mandato para assumir o governo estadual em janeiro de 2027. Segundo a reportagem, a ministra ainda não se manifestou sobre a demora na tramitação do processo.
Com informações do Metrópoles