O Senado do Paraguai aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira (6), o impeachment do presidente Santiago Peña. A decisão ocorreu em meio à crise provocada pela quebra do Ueno Bank, instituição da qual Peña foi acionista até 2025. Pouco depois da votação, promotores pediram a prisão do agora ex-presidente por suspeitas de irregularidades relacionadas ao escândalo financeiro.
A crise bancária deixou cerca de 3 milhões de pessoas sem acesso aos depósitos, incluindo brasileiros que vivem no Paraguai. O Banco Central interveio na instituição após identificar queda no índice de solvência. A oposição acusa Peña de favorecer o banco por meio de decisões regulatórias e de concentrar recursos de fundos previdenciários na instituição. O ex-presidente nega as acusações e, antes do impeachment, havia apresentado um pedido de renúncia, que não foi aceito pelo Congresso.
Com o afastamento, o então vice-presidente Pedro Alliana deve assumir o comando do país. A defesa de Peña anunciou que vai contestar o processo na Corte Interamericana de Direitos Humanos, alegando irregularidades e falta de garantias para o exercício do direito de defesa. O pedido de prisão foi encaminhado à Polícia Nacional para cumprimento imediato.
Com informações do O Globo