Brasil e Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (10) um acordo de cooperação no combate ao crime organizado transnacional. Segundo o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a iniciativa é apenas o primeiro passo de uma negociação mais ampla entre os dois países.
O entendimento foi firmado entre a Receita Federal e a agência americana U.S. Customs and Border Protection, por meio do chamado Projeto MIT (Mutual Interdiction Team). O acordo prevê compartilhamento de informações sobre cargas suspeitas, exportadores e operadores logísticos, além de análise conjunta de contêineres, com foco em rotas consideradas sensíveis.
Apesar do avanço, temas considerados estratégicos ficaram fora do acordo e seguem em discussão. Entre eles estão a possível classificação de facções brasileiras como organizações terroristas, o compartilhamento ampliado de dados — incluindo informações biométricas — e a cooperação no combate à lavagem de dinheiro com criptomoedas. Também não houve definição sobre a eventual recepção de deportados enviados pelos Estados Unidos.
A negociação mais ampla depende de articulação política entre Lula e o presidente Donald Trump, ainda sem data definida. Enquanto isso, os dois países mantêm tratativas técnicas e tentam avançar em uma agenda conjunta que também envolve comércio e segurança.
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