O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, disse a interlocutores não ter previsão ainda de levar ao plenário a ação do PT que pode restringir as colaborações premiadas.
A avaliação inicial é de que, como as pautas de abril e maio do STF já foram publicadas pelo tribunal, a ação do PT ao menos neste período não deve ser pautada.
A ação foi resgatada pelo ministro Alexandre de Moraes na segunda-feira (6) em meio às negociações do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, com investigadores para firmar um acordo de delação.
Documentos da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado apontam que o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, recebeu R$ 80,2 milhões do Master entre 2024 e 2025.
Na segunda-feira, a CNN mostrou que investigadores consideram a situação do ministro perante o banco até mesmo pior que a de Dias Toffoli, outro potencial delatado.
A ação do PT está sob relatoria do ministro e estava parada desde 2021. Ele liberou o caso para o plenário físico do STF, mas quem define a pauta é Fachin.
O presidente do STF integra o grupo na Corte que defende o avanço das investigações do caso Master, independentemente de ela atingir ministros do STF.
CNN BRASIL