A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, passou a detalhar em sua agenda oficial informações sobre passagens aéreas custeadas por organizadores de eventos dos quais participa fora da Corte.
Segundo a coluna de Lauro Jardim, no O Globo, em pelo menos duas ocasiões recentes, uma nesta segunda-feira (13) e outra em 16 de março, a ministra registrou que os deslocamentos foram pagos pelas instituições responsáveis pelos eventos. Em São Paulo, por exemplo, ela participou de um ciclo de debates na Fundação FHC, com indicação explícita de que as passagens foram enviadas pela organização.
Situação semelhante ocorreu durante evento em comemoração aos 50 anos da Universidade Estadual do Ceará, quando a agenda também informou que a viagem e a hospedagem foram custeadas pelos organizadores.
A iniciativa ocorre em meio à discussão sobre regras de conduta para ministros do STF. Cármen Lúcia foi escolhida pelo ministro Edson Fachin para relatar a proposta de um código de ética para a Corte.
Ainda de acordo com a coluna, a ministra está entre os poucos integrantes do STF que mantêm a prática de divulgar a agenda pública com regularidade, ao lado de Cristiano Zanin e do próprio Fachin.