O Banco Central (BC) informou que novas atualizações serão feitas no Pix a partir do fim deste ano. O serviço, que é usado por 80% da população e movimentou R$ 35 trilhões em 2025, passará por uma agenda de inovações e aperfeiçoamentos.
Fazem parte da agenda do Pix as seguintes novidades:
- Split tributário: a ideia é que até o fim de 2026, o Pix se adeque ao sistema de pagamento de impostos em tempo real que vem sendo desenvolvido pela Receita Federal (RF) para a reforma tributária sobre o consumo.
- Cobrança híbrida: a medida prevê a inclusão obrigatória da opção de pagamento via Pix, por meio de QR Code, em cobranças que também possam ser quitadas pelo arranjo de boleto. Atualmente oferecida de forma facultativa por instituições financeiras e empresas, a funcionalidade passará a ser exigida a partir de novembro deste ano.
- Duplicata: permitirá o pagamento de duplicatas, que são títulos de créditos, através do Pix, facilitando a antecipação de recebíveis e reduzindo custos operacionais.
- Pix em garantia: o objetivo é que o Pix em garantia funcione como um tipo de crédito consignado para trabalhadores, possibilitando garantias futuras, ou seja, valores que ainda irão receber. A expectativa é facilitar a liberação dos empréstimos e reduzir as taxas de juros cobradas pelos bancos.
- Pix por aproximação offline: nos mesmos moldes do que já funciona atualmente, a única alteração estudada pelo BC é a possibilidade de fazer Pix sem estar conectado a uma rede de internet.
- Pix em internacional: o Pix já funciona em alguns países, como Portugal e EUA. A ideia da autoridade monetária é que o uso da tecnologia seja ampliado, permitindo o pagamento transfronteiriço de forma definitiva entre países.
Metrópoles