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Novas camisas da Seleção brasileira de futebol para a Copa 2026  • Divulgação
esportes

Grupo C reúne favorito, azarão histórico e duas realidades opostas do futebol mundial

O Grupo C da Copa do Mundo de 2026 coloca frente a frente quatro seleções que, juntas, contam uma história completa do futebol: o Brasil, maior campeão do mundo com cinco títulos, Marrocos, semifinalista da última edição e representante da nova ordem do futebol africano, Escócia, berço histórico do esporte que não vence um jogo de Copa desde 1998, e Haiti, que volta ao Mundial pela primeira vez desde 1974 e representa o futebol caribenho em sua versão mais romântica.

O favoritismo é brasileiro, mas não é absoluto. Marrocos é amplamente reconhecido como o adversário mais perigoso da fase de grupos, e a partida de estreia entre as duas seleções neste sábado deve definir o tom da classificação. Se o Brasil vencer, tende a caminhar com tranquilidade para as oitavas de final. Se tropeçar, precisará corrigir rota contra Haiti e Escócia sem margem para novos erros, sob pressão crescente de uma torcida que já chega com pé atrás.

O Haiti é a grande novela do grupo. A seleção caribenha se classificou de forma surpreendente ao terminar em terceiro nas Eliminatórias da Concacaf, beneficiando-se do aumento de vagas para 48 seleções. É a volta ao Mundial 52 anos depois da única participação, na Alemanha em 1974, quando perdeu os três jogos e marcou apenas um gol. Agora, com jogadores espalhados por ligas da MLS e da Europa, o time chega sem pressão e com tudo a ganhar.

A Escócia, por sua vez, traz a frustração de ser uma das seleções mais tradicionais do futebol europeu sem nunca ter passado da fase de grupos em uma Copa do Mundo. Foram oito participações e nenhuma classificação ao mata-mata. No último Mundial, em 2022, na Alemanha (a Escócia não se classificou para o Catar), o time não participou. O retorno em 2026 é uma oportunidade de quebrar a maldição, mas o grupo não facilita.

Para o Brasil de Ancelotti, a missão na fase de grupos é clara: classificar em primeiro, preservar jogadores e chegar ao mata-mata com confiança e ritmo. Parece simples no papel, mas Copas raramente seguem roteiros. Basta lembrar que a Alemanha, tetracampeã, foi eliminada na fase de grupos em 2018 e 2022 consecutivamente. No futebol moderno, não existe mais grupo fácil. Existe grupo que você precisa levar a sério desde o primeiro minuto.

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