O ex-deputado Eduardo Bolsonaro defendeu publicamente a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) como candidata a vice na chapa do irmão Flávio Bolsonaro à Presidência. A manifestação foi feita nas redes sociais e amplia a disputa interna na família e no partido sobre a composição da chapa presidencial.
A campanha de Flávio enfrenta um impasse crescente na definição do nome para vice. Pesquisas internas do PL testaram parlamentares mulheres, mas os resultados mostraram que nenhuma delas traria acréscimo significativo de votos. Aliados têm sugerido o nome do senador Cleitinho Vieira (Republicanos-MG) como alternativa mais competitiva.
A interferência de Eduardo é vista com desconforto por parte da cúpula do PL. O senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha, defende que a escolha seja resultado de análise estratégica e não de pressão familiar. A percepção interna é de que Eduardo opera de forma autônoma a partir dos Estados Unidos, gerando ruído em vez de soluções.
Júlia Zanatta ganhou projeção nacional como uma das vozes mais agressivas da bancada bolsonarista na Câmara. Seu perfil agrada à base digital do movimento, mas há dúvidas sobre sua capacidade de atrair eleitores moderados, segmento que Flávio precisa conquistar para viabilizar um segundo turno competitivo.
A discussão sobre o vice expõe uma fragilidade mais ampla da candidatura. Enquanto Lula já ampliou sua coordenação de pré-campanha e instalou comitê em Brasília, com divisão de tarefas entre mulheres e jovens, Flávio ainda não definiu aspectos básicos da estrutura eleitoral. O tempo joga contra a campanha do PL.