O presidente Lula chegou nesta segunda-feira (15) a Évian-les-Bains, na França, para participar da reunião de cúpula do G7. A estratégia do Planalto foi garantir a presença do brasileiro desde o primeiro dia do evento, diante da possibilidade de Trump participar apenas da abertura, como fez no encontro do ano passado no Canadá.
O governo trabalha com a expectativa de um encontro informal entre Lula e o presidente americano, embora não haja reunião previamente marcada entre os dois. O tema central da abordagem brasileira seria a ameaça de novas tarifas americanas de até 37,5% sobre produtos do Brasil, que vem gerando apreensão no setor exportador.
Lula terá reunião bilateral confirmada com o presidente francês Emmanuel Macron ainda nesta segunda. Nos debates da cúpula, o brasileiro pretende criticar o protecionismo econômico e o unilateralismo nas relações comerciais, posicionando o Brasil como defensor do multilateralismo.
No debate sobre inteligência artificial, o presidente defenderá que o Brasil acolhe empresas de tecnologia desde que respeitem a legislação nacional. A posição dialoga diretamente com os embates do governo com plataformas digitais, especialmente no contexto das decisões do STF sobre remoção de conteúdo.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que Lula é "quem tem mais condições de reverter as tarifas de Trump" e reforçou que a diplomacia presidencial direta será o principal instrumento nessa negociação. O G7 acontece num momento em que o cessar-fogo entre EUA e Irã domina a agenda geopolítica global.