O jornalista Leo Dias revelou nesta segunda-feira (15) que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, teria utilizado recursos da entidade para custear viagens e hospedagens de mulheres apontadas como suas amantes. As denúncias, publicadas pelo Portal Leo Dias e apresentadas no programa Melhor da Tarde, da Band, são sustentadas por documentos, registros de reserva e fotografias obtidos pela equipe do jornalista. Xaud é casado há 20 anos com Natália Lopes Xaud.
Segundo a apuração de Leo Dias, a empresária do setor fitness Camila Cristina Andrade, natural de Roraima e conterrânea do presidente da CBF, ficou hospedada no luxuoso Grand Hyatt de Nova York entre os dias 2 e 10 de junho, em reserva vinculada ao nome do dirigente. O custo total da estadia teria sido de aproximadamente R$ 59 mil, pagos com recursos da confederação. Ainda conforme a reportagem, fotografias registram um suposto jantar romântico entre Xaud e Camila em Nova York durante esse período. A empresária teria deixado o hotel um dia antes da chegada da esposa do dirigente ao México para acompanhar a Copa do Mundo ao lado do marido.
O Portal Leo Dias também revelou o envolvimento de uma segunda mulher. A farmacêutica e influenciadora Tamires Fernandes Barcellos, conhecida como Tatá Barcellos, especialista em saúde e emagrecimento, teria viajado ao Catar durante o Mundial de Interclubes da FIFA com despesas bancadas pela CBF. De acordo com o jornalista, a prática de custear viagens de mulheres próximas ao dirigente com verba da entidade seria recorrente desde que Xaud assumiu a presidência, em maio de 2025, quando foi eleito como candidato único.
Ainda segundo a reportagem, após ser procurado pela equipe de Leo Dias, Samir Xaud teria reembolsado o valor da hospedagem de Nova York com recursos próprios, o que, na avaliação do jornalista, reforça a tese de que o gasto original foi realizado com dinheiro da confederação. Em nota, a CBF negou as acusações, afirmando que "rejeita as informações de suposto uso indevido de verbas" e declarou que todas as despesas da entidade são vinculadas exclusivamente a atividades institucionais.
O caso adiciona mais um capítulo à gestão turbulenta do futebol brasileiro. Xaud já havia sido alvo da Operação Caixa Preta, da Polícia Federal, em julho de 2025, que investigou suspeitas de compra de votos em Roraima. A denúncia de Leo Dias expõe um padrão que parece se repetir na CBF independentemente de quem esteja no comando: o uso da máquina da entidade mais poderosa do esporte nacional para fins pessoais. Enquanto o Brasil busca o hexacampeonato nos Estados Unidos, os bastidores da confederação seguem oferecendo mais escândalo do que futebol.