O caso da Polícia Civil do Rio Grande do Norte está pegando fogo. E agora os detalhes começam a vazar, como sempre acontece quando a história é grande demais para ficar só nos corredores.
A esposa do delegado estava desconfiada. Aquele tipo de desconfiança silenciosa que vai crescendo, que não aparece no rosto mas que consome por dentro. Ao invés de confrontar na base da intuição, ela agiu com estratégia: contratou um detetive particular.
E aí a história virou.
Sem nenhum serviço de contrainteligência, os dois delegados foram pegos em flagrante. O material foi compilado, organizado e entregue pelo detetive à esposa traída. Ela, por sua vez, com todos os arquivos em mãos, passou tudo para o marido traído em QAP, a linguagem dos rádios policiais que significa literalmente em canal reservado.
O marido recebeu o dossiê. Levou galha. E fez o que a razão não autoriza mas o coração empurra: foi até a delegacia tirar satisfação com o Ricardão.
Resultado: escândalo dentro da instituição, silêncio obrigado pela cúpula e uma história que já não cabe mais nos corredores.
O Blog registra o óbvio: casamento com chifre se resolve entre o casal. Não se resolve batendo em delegacia. Não se resolve procurando o rival. O problema é entre marido e mulher, e é lá que tem que ser resolvido.
Chifre dói. Todo mundo que levou sabe. Mas cura. E a melhor saída é perdoar e se fingir de louco. Ir atrás do Ricardão só multiplica o estrago.