O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide nesta quarta-feira (17) o rumo da taxa Selic, e o mercado financeiro aposta em mais um corte de 0,25 ponto percentual, levando os juros a 14,25% ao ano. A expectativa, porém, é de que esta pode ser a última redução antes de uma pausa prolongada, conforme reportou a Folha de S.Paulo.
A inflação mais pressionada, a volatilidade provocada por tensões geopolíticas e os estímulos fiscais do governo Lula tornam o cenário mais desafiador. Economistas ouvidos pela Folha avaliam que o BC deve endurecer o tom no comunicado e sinalizar maior cautela nas próximas reuniões. Desde março, quando iniciou a flexibilização, o Copom reduziu a Selic em apenas 0,5 ponto percentual total.
Os juros futuros abriram esta quarta em alta, refletindo o temor fiscal e a expectativa pelas decisões do Fed nos Estados Unidos e do Copom no Brasil. Operadores também mencionam efeito de pesquisas eleitorais nos preços dos ativos, segundo o Valor Econômico.
Se confirmada a pausa após este corte, o Brasil terá um dos menores ciclos de queda de juros da história recente. O dólar, por outro lado, opera em queda nesta quarta, cotado a R$ 5,06, com o real exibindo o segundo melhor desempenho entre as moedas emergentes.