A participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula do G7 gerou repercussão internacional e nas redes sociais. Um áudio vazado registrou o presidente brasileiro explicando a outros líderes políticos presentes no encontro que não se considera de esquerda. No diálogo, Lula relembrou sua trajetória como sindicalista e a proximidade histórica com centrais sindicais da Itália e da Alemanha.
O episódio dividiu opiniões e provocou críticas em relação ao posicionamento ideológico e político do chefe do Executivo. Críticos apontam uma contradição entre o discurso de campanha, historicamente voltado a causas sociais e de esquerda, e a conduta nos bastidores do poder. Críticos argumentam que a retórica sobre desigualdade social é usada de forma pragmática para obter apoio eleitoral nas urnas.
A nível diplomático, o comportamento de outros chefes de Estado, como o presidente americano Donald Trump, foi interpretado como um distanciamento do governo brasileiro. Analistas avaliam que o alinhamento de Brasília com regimes controversos e países isolados globalmente enfraquece a projeção internacional do país. A comitiva brasileira não emitiu novos pronunciamentos oficiais sobre o teor do áudio capturado.