Faltando poucos dias para o início das restrições eleitorais, Lula e seus ministros entraram em uma verdadeira maratona de inaugurações, anúncios e entregas. A partir de 4 de julho, a legislação eleitoral limita a participação de candidatos em eventos oficiais e aperta as regras para a propaganda governamental.
Os números mostram o tamanho da correria. Entre 1º de abril e 31 de maio, foram registrados 257 compromissos ligados a anúncios, lançamentos, inaugurações e entregas. Isso representa uma média de 4,2 eventos por dia. Uma produtividade impressionante para quem passou boa parte do mandato sem demonstrar a mesma pressa.
A verdade é que o calendário eleitoral costuma fazer milagres. Obras aparecem, anúncios se multiplicam e governos descobrem uma disposição extraordinária para tentar mostrar algum resultado e correr atrás do prejuízo. Afinal, depois que começam as restrições eleitorais, fica mais difícil usar inauguração de obra e dinheiro público para turbinar a campanha.