A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, tem agenda confirmada em Natal nesta próxima sexta-feira. A visita, voltada para um ato político focado na defesa dos direitos das mulheres, gerou fortes reações nos bastidores políticos locais e críticas severas por parte da oposição, que questiona a eficácia e o uso de recursos públicos na viagem.
Críticos apontam uma contradição entre a pauta de defesa das mulheres e as ações práticas do atual governo federal. Opositores argumentam que os índices de violência contra a mulher permanecem preocupantes no país e relembram as frequentes demissões de ministras ao longo do mandato, o que reduziu a representatividade feminina no primeiro escalão ministerial.
Outro ponto de desgaste citado envolve o Supremo Tribunal Federal (STF). A oposição destaca que, mesmo diante de vagas abertas durante a gestão, o presidente optou por indicar nomes masculinos para a Corte, incluindo o substituto de uma ministra, deixando de priorizar o avanço das mulheres nos espaços de maior poder do Judiciário.
A vinda da primeira-dama também repercute diretamente no cenário eleitoral de Natal. Inicialmente, a expectativa de aliados e de pré-candidatos da base governista, como o deputado federal Paulinho Freire — citado nos bastidores da campanha —, era contar com a presença do presidente para impulsionar os palanques locais na disputa majoritária.
Com a confirmação de que o chefe do Executivo não cumprirá a agenda administrativa desejada pelo PT no Rio Grande do Norte, o grupo político governista precisará recalcular a estratégia de mobilização. A militância e a coordenação de campanha terão que concentrar os esforços de engajamento popular unicamente em torno da figura da primeira-dama.