O futuro da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro está nas mãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve se manifestar em breve sobre a manutenção ou revogação da prisão domiciliar do ex-mandatário, uma medida cautelar que decorre de investigações que envolveram a apreensão de armas.
A atual condição de Bolsonaro funciona sob uma dinâmica de revisão a cada 90 dias, período em que o ministro avalia a necessidade de manter a restrição ou determinar o retorno do ex-presidente ao regime fechado no complexo da Papuda. Aliados criticam o formato, alegando que a prorrogação sucessiva cria uma modalidade atípica de custódia.
Paralelamente ao caso, o ministro Alexandre de Moraes enfrenta questionamentos nos bastidores devido a desdobramentos contratuais envolvendo sua esposa e o Banco Master. Críticos apontam que o contrato de prestação de serviços advocatícios foi remunerado em mais da metade do valor previsto, sem que todas as metas descritas no documento fossem formalmente concluídas.
Enquanto aguarda a definição jurídica de seu caso, o ex-presidente apresenta sinais de forte desgaste emocional e psicológico. Pessoas próximas relatam que Bolsonaro se encontra profundamente abalado pelo cenário de isolamento e pela perspectiva de condenações que, no somatório das investigações em curso, superam duas décadas de reclusão.