A permanência de Michelle Bolsonaro no comando do PL Mulher enfrenta forte resistência nos bastidores do partido. O núcleo mais alinhado ao bolsonarismo, incluindo os filhos do ex-presidente, avalia que o cargo se tornou insustentável para ela após declarações recentes em seus pronunciamentos.
Em suas falas, a ex-primeira-dama chegou a afirmar que a ala feminina da legenda não tinha relevância real antes de sua gestão. A declaração gerou desconforto interno, embora ela tente se cacifar mostrando que estruturou diretórios em todas as unidades da federação.
Diante do racha, membros mais próximos exigem que Jair Bolsonaro emita um documento formal para retirar a autonomia política da esposa. A cúpula partidária teme que o afastamento imediato amplie as divisões internas e intensifique a crise da legenda na imprensa.
Os desdobramentos colocam o ex-mandatário em uma posição de vulnerabilidade política e familiar. Além de lidar com os processos judiciais pendentes e com os cuidados de saúde, ele agora precisa mediar o embate direto entre seus filhos e a cônjuge.
O impasse expõe a falta de consenso para as próximas articulações do grupo político. Enquanto as pressões aumentam, a liderança feminina do PL segue sob ameaça de reformulação para conter os danos e reatar a unidade interna dos aliados.