A quatro dias da grande decisão da Copa do Mundo, marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium, os espanhóis deixaram um pouco de lado a euforia pela classificação e passaram a demonstrar revolta com os preços exorbitantes dos ingressos para a final. Segundo o jornal espanhol Marca, os valores divulgados são considerados absurdos e chocantes por diversos torcedores e até pela própria Federação Espanhola de Futebol.
De acordo com o R7, os bilhetes para a final chegaram a ser anunciados por até 2 milhões de euros, cerca de R$ 11,6 milhões, no site oficial de revenda monitorado pela Fifa. Embora não haja confirmação de vendas por esse valor, e o preço oficial seja muito inferior, a divulgação provocou indignação generalizada entre os torcedores que sonham em acompanhar o jogo de perto.
O presidente da Federação Espanhola, Rafael Louzán, criticou publicamente os preços praticados e demonstrou insatisfação com a situação. Em entrevista à Cadena Ser, ele afirmou que o bilhete mais barato para a grande final está em torno de 4 mil dólares e comparou a dinâmica de preços à das companhias aéreas, que sobem e descem conforme a demanda, classificando o cenário como uma verdadeira pena.
Louzán também chamou atenção para o impacto financeiro sobre os torcedores de menor renda que fazem grandes esforços para acompanhar a seleção na decisão. Segundo ele, além do valor dos ingressos, os custos com passagens aéreas e hospedagem, com hotéis que não saem por menos de 800 euros, tornam a experiência praticamente inacessível para boa parte do público espanhol.
Os ingressos são comercializados na plataforma oficial de revenda da Fifa, que cobra uma comissão de 15% sobre cada transação, mas não estabelece limites para os valores praticados pelos detentores dos bilhetes. Isso abre espaço para que assentos sejam anunciados por cifras milionárias, mesmo sem garantia de que as vendas realmente se concretizem por esses preços.