A senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS) voltou a dividir opiniões nas redes sociais após divulgar uma foto ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciando que será candidata à reeleição. A publicação reabriu debate sobre as sucessivas mudanças de posicionamento político da senadora, que já passou por praticamente todo o espectro ideológico em poucos anos.
Eleita em 2018 com forte discurso bolsonarista, Soraya rompeu com o ex-presidente Jair Bolsonaro e, em 2022, foi candidata à Presidência pelo União Brasil concorrendo justamente contra Lula e Bolsonaro, se posicionando como alternativa de "centro" aos dois polos. Agora, poucos anos depois, aparece ao lado do petista buscando apoio para se manter no Senado — uma trajetória que, para críticos, escancara mais oportunismo político do que convicção ideológica.
A repercussão nas redes foi imediata e majoritariamente hostil. Internautas resgataram o histórico da senadora para acusá-la de "trair" tanto a esquerda quanto a direita. "A esquerda não vota em você, e a direita que votou, você traiu. Vai se eleger com quais votos?", questionou um usuário. Outro foi mais direto: "Bajulava o Bolsonaro, agora o Lula, ambos lixos. Tudo para tentar se eleger". Há também quem tenha ironizado a movimentação como sinal de desespero eleitoral: "Puta foto infeliz. Cadê seus marqueteiros? Tiraram férias?".
As críticas não pouparam ataques mais duros e até misóginos, evidenciando o tom pesado que domina o debate político nas redes sociais brasileiras. Ainda assim, o núcleo da crítica majoritária converge para um ponto: a dificuldade de eleitores de qualquer campo confiarem em uma trajetória marcada por alianças opostas e sucessivas em curto espaço de tempo.
Resta saber se a nova aproximação com Lula será suficiente para reconstruir uma base eleitoral, ou se a repercussão negativa nas redes é um indicativo do desafio que Soraya Thronicke terá para convencer o eleitorado de Mato Grosso do Sul de que, desta vez, a mudança de lado é definitiva.