Além da disputa contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, o governo brasileiro também avalia recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a decisão da União Europeia (UE) de barrar as exportações de carne do Brasil. Em junho, a UE publicou um documento oficializando a sua decisão de excluir o Brasil da lista de países que podem exportar produtos de origem animal para países do bloco europeu.
A notícia é do G1. Segundo a publicação, o Brasil foi excluído por não ter apresentado à Comissão Europeia as informações necessárias para comprovar que sua produção atende às exigências da UE sobre o uso de antimicrobianos. Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.
Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. Agora, o país aparece excluído da lista de todos esses produtos. Desde a decisão, o Ministério da Agricultura e o setor privado buscam soluções técnicas para oferecer as garantias que os europeus solicitaram, ou seja, visitas técnicas presenciais aos criadouros.
Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados para exportar para a UE.