O deputado federal Lindbergh Farias, DO PT, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender e anular a investigação conduzida pela Polícia Legislativa da Câmara a pedido do deputado Alfredo Gaspar. A defesa sustenta que o órgão não poderia investigar criminalmente um parlamentar sem supervisão da Corte.
A própria assessoria de Lindbergh reforçou a ofensiva contra Lopes ao compartilhar, por meio de uma lista de transmissão, vídeos publicados por ele. Abaixo das imagens, a equipe do deputado resumiu a avaliação sobre o autor das acusações com a expressão “louco, louco”.
A estratégia da assessoria é justamente colocar em dúvida a credibilidade de Lopes. Segundo Lindbergh, ele já teria protagonizado outros episódios considerados “factoides”, entre eles uma tentativa de vinculá-lo a Adélio Bispo, autor do atentado contra Jair Bolsonaro em 2018.
Na reclamação ao STF, a defesa afirma que as declarações contra Lindbergh foram produzidas sem que ele tivesse sido intimado, ouvido ou informado sobre a investigação.
O deputado pede a suspensão imediata do procedimento, a inutilização das provas produzidas e o envio do caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar eventual pagamento ou promessa de recompensa e possíveis crimes relacionados às declarações de Lopes.
A defesa também classifica a atuação da Polícia Legislativa como uma “funcionalização” da estrutura da Câmara e fala em “fraude” e “picaretagem”.
O ANTAGONISTA