Começou oficialmente a temporada eleitoral e, pelo que já se vê, ninguém precisa esperar grandes novidades. É promessa que não será cumprida, briga para ganhar clique, discurso ensaiado, lacração para agradar torcida e político jurando que desta vez será diferente. O eleitor vai pagar a conta do espetáculo, inclusive dos bilhões destinados ao financiamento das campanhas.
No plano nacional, o debate continua preso aos mesmos personagens, às mesmas divisões e à velha disputa entre torcidas organizadas. Enquanto isso, Brasília segue produzindo poder para poucos e conta para muitos.
O eleitor terá alguns meses para separar candidato de personagem, proposta de promessa e discurso de propaganda. Se não fizer isso, depois não adianta reclamar. O circo termina, os palhaços vão embora, mas a conta fica.