Aos poucos a relação entre Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger ganha contornos de maior preocupação para o governo.
O site Metrópoles revelou um diálogo, via WhatsApp, em que a investigada por suspeita de participação no esquema de fraudes do INSS diz ao filho do presidente que “nosso nível tá outro. Nosso futuro é Suíça”. Em outro diálogo, ele informa ter se reunido com Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e com o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Swedenberger Barbosa.
Oficialmente, a resposta-padrão da defesa de Lulinha é que o vazamento de informações sobre o caso deve ser apurado com rigor: "uma vez mais, rígidas apurações da nefasta instrumentalização de parte das nossas instituições por interesses políticos e eleitorais". Ou seja, a defesa quer discutir o vazamento e não o conteúdo do vazamento.
A propósito, os vazamentos podem resultar, na visão dos advogados de Lulinha, numa provável ação pedindo a nulidade de todos os três inquéritos nos quais o filho do presidente é investigado.
Mas nos bastidores da campanha presidencial do PT o clima é de extrema tensão, amplificada pelo início para valer da temporada eleitoral.
Diz um auxiliar direto de Lula, não sobre os vazamentos, mas sobre os diálogos capturados pela PF em relação não só a Lulinha como também a Marcola:
— São fatos gravíssimos. Mesmo que no futuro não seja constatado nenhum crime, politicamente pode ser um desastre para a campanha de reeleição.
Lauro Jardim - O Globo