A Polícia Federal indiciou o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e outras cinco pessoas pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa. A investigação apura um esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões envolvendo a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).
Além de Stefanutto, foram indiciados o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, e o ex-diretor de Benefícios, André Paulo Félix Fidelis. O relatório foi encaminhado ao ministro do STF André Mendonça, e caberá agora à Procuradoria-Geral da República decidir se apresenta denúncia, solicita novas diligências ou arquiva o caso.
Segundo a PF, o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Os investigadores afirmam que Stefanutto teria recebido propina de R$ 250 mil por mês em troca de omissão na fiscalização das entidades associativas. Em julho, ele já havia sido indiciado, junto com outras 47 pessoas, no âmbito da Operação Sem Desconto.
Com informações do O Antagonista