A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, caminha para não declarar apoio nacional à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A tendência é que os partidos deem autonomia aos diretórios estaduais para definir alianças conforme a realidade de cada estado. A mudança ocorre após uma série de desgastes entre lideranças da federação e o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo O Antagonista, no PP, o descontentamento aumentou após o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira, ser alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada ao caso Banco Master. Integrantes do partido esperavam uma manifestação pública de apoio de Flávio, o que não ocorreu. Já no União Brasil, o desgaste cresceu após a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, aliado do senador, sem que houvesse uma defesa pública por parte do pré-candidato.
Apesar da tendência de neutralidade nacional, a federação deve permitir acordos regionais. Em São Paulo, por exemplo, o PP avalia apoiar Flávio Bolsonaro para fortalecer a pré-candidatura do secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, ao Senado. Já no Nordeste, dirigentes defendem liberdade para alianças locais, diante da força eleitoral do presidente Lula na região.