A defesa de Fabio Luís da Silva, o Lulinha, voltou a pedir o arquivamento do inquérito da Operação Sem Desconto. Em entrevista à Gazeta do Povo, o advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou nesta segunda-feira (6) que estuda medidas para evitar a prorrogação das investigações e sustentou que a quebra de sigilo do cliente não revelou elementos que justifiquem a continuidade do caso.
“Uma pessoa não pode ficar nesta situação de um inquérito eterno, não há nada contra ele (Lulinha) que tenha servido para embasar sequer um depoimento na Polícia Federal”, afirmou Carvalho
Segundo o advogado, Lulinha não chegou sequer a prestar depoimento à Polícia Federal e não há provas que sustentem a investigação. A PF apura uma suposta ligação entre o filho do presidente Lula e o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", que teria custeado uma viagem de Lulinha a Portugal. A PF informou ao STF que as investigações devem ser prorrogadas por falta de efetivo.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, negou qualquer influência política na condução do caso e afirmou que a quebra de sigilo demonstra a atuação imparcial da instituição. A defesa informou ainda que não descarta uma reunião com o diretor da PF para reforçar o pedido de arquivamento do inquérito.