A cúpula da CBF entendeu que a eliminação do Brasil da Copa do Mundo passou por erros do técnico Carlo Ancelotti, mas quer dar autonomia ao trabalho do treinador no novo ciclo para 2030.
Na avaliação da direção da entidade, apuradas pelo blog, o italiano cometeu equívocos nas substituições do jogo contra a Noruega, perdido por 2 a 1 em Nova Jersey, neste domingo.
As escolhas técnicas, porém, foram vistas como parte da estratégia de jogo, e não receberam o mesmo tratamento dos profissionais da seleção, tanto jogadores como dirigentes e comissão técnica.
O italiano, por sua vez, explicou que desejava dar mais "frescor e profundidade" para o time dentro de campo com as alterações realizadas, as entradas de Endrick e Neymar, principalmente, tirando Cunha e Rayan, que estavam bem no jogo.
— Acho que, em parte, foi um bom jogo. Tivemos muitas oportunidades quando a partida estava 0 a 0. As trocas foram para dar mais frescor e profundidade para tentar ganhar a partida — afirmou Ancelotti.
O treinador tem contrato até 2030, renovado antes da Copa do Mundo, e está seguro no cargo. Seu filho, Davide, deixará de ser auxiliar, pois vai comandar o Lille, da França.
Novas mudanças na estrutura da seleção serão avaliadas, mas a CBF quer manter Ancelotti para um ciclo completo. Com autonomia para o técnico e para o coordenador Rodrigo Caetano.
Diego Dantas - O Globo