O ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques, indicado à Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, estreitou a relação com o presidente Lula. Segundo a coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, os dois chegaram a se reunir para tomar whisky em um encontro reservado, ocasião em que, de acordo com relatos atribuídos ao próprio ministro, a bebida foi levada por ele.
A aproximação teria ocorrido durante articulações para indicações ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Ainda segundo a reportagem, Nunes Marques buscou apoio de Lula para nomear seu juiz auxiliar, Henrique Gouveia da Cunha, como desembargador. O petista já havia atendido anteriormente a outro pedido do ministro para o tribunal e também apoiou a indicação de Carlos Brandão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A publicação afirma ainda que, durante uma dessas conversas, Nunes informou a Lula que votaria pela condenação do então governador Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Procurado, o ministro não se manifestou.
A reportagem afirma que a relação entre Lula e Kassio Nunes Marques foi construída de forma discreta, com apoio de lideranças políticas do Piauí. Atualmente, Nunes Marques preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tendo André Mendonça na vice-presidência, e ambos serão responsáveis pela condução da Justiça Eleitoral nas eleições deste ano. Segundo a coluna, foi também Nunes quem intermediou um encontro reservado entre Lula e André Mendonça no Palácio do Planalto, em maio.