O Ministério das Relações Exteriores não explicou como concluiu que a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos poderia abrir caminho para uma ação militar em território brasileiro.
A afirmação consta em documento enviado pelo chanceler Mauro Vieira à Câmara dos Deputados no último dia 1º de julho, mas, até o momento, o Itamaraty não detalhou o embasamento jurídico da avaliação. Questionado pelo Poder 360 sobre o tema, o Ministério das Relações Exteriores não respondeu aos pedidos de esclarecimento.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou que a legislação americana permita esse tipo de medida. Em entrevista anterior ao Poder360, a porta-voz Amanda Roberson afirmou que a lei trata apenas de sanções financeiras e restrições de vistos contra organizações classificadas como terroristas. Um porta-voz do governo americano chegou a classificar como "absurda" a hipótese de intervenção militar no Brasil.
Além disso, a CRE (Comissão de Relações Exteriores) aprovou na terça-feira (7) um convite ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para comparecer ao colegiado. Os senadores querem que o chanceler esclareça essa declaração. Ainda não há data oficial para a reunião.